quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

PROTEÍNA EM EVIDÊNCIA

POR QUE TANTA ÊNFASE EM SE MANTER UMA OFERTA ADEQUADA PARA O CONTROLE DO PESO?
Por Dra. Isabela David

Segundo um artigo recente publicado no Journal of American Medical Association, em janeiro de 2012, deveríamos nos focar cada vez mais no percentual de gorduratotal do organismo, além da preocupação cotidiana com o peso e IMC (Índice de Massa Corporal). Como o termo "estado nutricional" - mais adequado em substituição à palavra "peso" no título deste artigo - ainda não é bem compreendido pelas pessoas, optei por utilizar a expressão "controle do peso", mas ressalto que controle do estado nutricional é um termo mais amplo que se estende a uma adequada composição corporal.


O estudo realizado por muitos pesquisadores, entre eles George Bray, um dos mais renomados especialistas em obesidade e professor de medicina na Universidade do Estado de Louisiana, revelou informações importantes sobre o papel da proteína da dieta sobre o ganho de peso, gasto energético e composição corporal durante um período em que indivíduos com IMC entre 19 e 30 kg/m2 foram submetidos a uma dieta hipercalórica.

Em primeiro lugar, não deve ter sido fácil para 25 americanos saudáveis, com o peso estável, concordarem em participar de uma pesquisa em que seriam ofertadas em média 1.000 kcal a mais por dia do que as suas necessidades usuais para manutenção do peso.

Na primeira etapa da pesquisa, eles foram submetidos a uma dieta que ainda visava manter o peso deles estável, porém foram divididos em 3 grupos segundo a oferta de proteína: com 5% do Valor Energético Total (baixa quantidade de proteína), 15% (quantidade de proteína dentro das recomendações usuais) e 25% (alta quantidade de proteína). Depois, até completarem 10 a 12 semanas de estudo, eles foram acompanhados num centro de pesquisa, recebendo calorias para ganho de peso ("overfeeding"), que variou entre 881 a 1022 kcal a mais por dia.

O que você imagina que aconteceu?

Qual o grupo que se "saiu melhor", ou seja, ganhou menos peso?

Teve algum grupo que ganhou consideravelmente mais ou menos peso do que os outros?

Vejam as conclusões do artigo.

Como era de se esperar, todos os pacientes GANHARAM PESO, independente do sexo ou raça. Afinal, excesso de ingestão de calorias resultam em excesso de peso. Nenhuma novidade! Mas, talvez para a sua surpresa, o grupo com MENOR INGESTÃO DE PROTEÍNA ganhou menos peso do que os outros dois, proporcionalmente. A diferença foi considerável do primeiro para os outros dois grupos, mas não entre os dois últimos grupos. Observe!

+3,16 Kg no grupo de baixa proteína (variando de 1,88 a 4,44 Kg);

+6,05 Kg no grupo de média proteína (variando de 4,84 a 7,26 Kg);

+6,51 Kg no grupo de alta proteína (variando de 5,23 a 7,79).

A TAXA DE GANHO DE PESO (ou ritmo, se preferir) foi significativamente menor no grupo com MENOS PROTEÍNA do que nos outros dois grupos.

Tenho que ser sincera que levei o maior susto quando li esta informação (afinal, ingestão adequada de proteína nunca esteve tão em evidência!), mas depois vi que é absolutamente coerente! Consegue imaginar o motivo?

Veja bem: a proteína da dieta é essencial para a manutenção da massa magra. Nos artigos que escrevi recentemente sobre substitutos parciais de refeição, eu chamei a atenção sobre a IMPORTÂNCIA DE SE PERDER PESO, MANTENDO A MASSA MAGRA (leia-se músculos!). Isto porque a massa magra gasta muito mais energia do que a massa gordurosa. Perder massa magra significa diminuir o metabolismo, ficando fácil de entender a tendência a ganhar o peso de volta após dietas muito restritivas (assim como o efeito sanfona daqueles pacientes que, volta e meia, repetidamente, recorrem à dietas para perda de peso sem atenção à manutenção da massa magra).

Fica fácil de entender tudo isso com os dados que os pesquisadores obtiveram durante o processo de GANHO DE PESO:

O grupo que ingeriu menos proteína (5%) perdeu massa magra mesmo ingerindo calorias a mais, com ganho de massa gordurosa; como gordura pesa menos do que músculos, estas pessoas ganharam menos peso - o resultado final que, neste caso, serviria como referência do "sucesso do tratamento" - mas modificaram a sua composição corporal, com mais gordura, menos músculos e, portanto, menor gasto energético.

Na realidade, o ganho "em gordura" foi similar em todos os grupos (cerca de 3,51 Kg, variando de 3,06 a 3,96, embora o grupo com menos proteína tenha ganhado, em média, 200 g a mais), mas os outros dois grupos não perderam massa magra! Chegaram até a ganhar! Então, veja bem, o grupo com menos proteína ganhou menos peso, porque ganhou mais gordura e perdeu massa magra, lembrando que a gordura pesa menos do que a massa magra. Ficou claro?

Naturalmente, o gasto energético diminuiu no grupo com menos proteína, porque ele perdeu massa magra, enquanto se observou nítida relação entre o aumento de proteína e aumento do gasto energético nos outros dois grupos com média e alta proteína. Este aumento ocorreu principalmente nas primeiras semanas do estudo, sugerindo que o efeito térmico dos alimentos - um dos componentes do gasto energético que foi modificado, já que a oferta calórica aumentou durante o período de "overfeeding" - teve um papel mais importante do que ganho de massa magra neste contexto.

Que estudo importante para todos nós, não é mesmo? Enquanto tantos estudos se concentram na perda de peso, este estudo conseguiu mostrar claramente o papel da oferta adequada de proteína também no processo de ganho de peso (somente outros 4 estudos tiveram duração igual ou superior a 8 semanas mantendo os pacientes a uma oferta excessiva de calorias!).

Vamos transferir estes dados, então, para o contexto de perda de peso, que é uma preocupação muito mais presente em nosso dia-a-dia, em se considerando a epidemia da obesidade. Talvez, entendendo os dados aqui revelados, as pessoas passem a VALORIZAR A INFORMAÇÃO(porque ela já circula por aí há tempos!) que não é nenhuma vantagem perder peso muito rapidamente quando não estamos atentos à oferta adequada de proteínas e manutenção da massa magra. Pelo contrário: muito provavelmente estará ocorrendo perda de massa magra, com o aumento do percentual de gordura corporal, o que cria uma tendência "ingrata" a se ter um metabolismo menos favorável para a manutenção e equilíbrio do peso ao longo da vida: hoje um dos mais importantes parâmetros numa proposta de longevidade saudável.

Além do mais, não se pode esquecer que é importante EMAGRECER COMENDO, já que o efeito térmico dos alimentos também tem o seu papel no gasto energético. O importante é saber fazer as escolhas alimentares adequadas e, para tanto, a informação nutricional consistente torna-se requisito essencial neste emaranhado de informações nutricionais às quais estamos expostos nos dias de hoje. Tenha o seu nutrólogo!!!!


Concluindo: Perder ou ganhar peso não envolve mais simplesmente controle de calorias.
Faz-se necessário manter uma adequada ofertade proteínas, gorduras e carboidratos da dieta,
para se alcançar não somente as metas de controle do peso,
mas uma adequada composição corporal.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Evolução do homem

 


No passado
Hoje
Alimentação saudável
Mais frutas e legumes
Tempo livre
Andar a pé

Hoje, nossa nutrição é desequilibrada
Alimentação desequilibrada
Muito sal, açúcar e gorduras
Excesso de trabalho e preocupações
Sedentarismo



Quais as dificuldades de se manter uma alimentação saudável?
• Difícil calcular calorias
• Confusão dos alimentos light e diet
• Difícil dimensionar o tamanho das porções
• Preocupação com redução de nutrientes essenciais
• Desejo de não eliminar alimentos saborosos
• Dificuldade em comprar variedade de alimentos
• Dificuldade em identificar os alimentos mais saudáveis
• Falta de tempo para preparar refeições

Shake Herbalife
Substituto Parcial de Refeição
Pó para o Preparo de Bebidas para Controle de Peso 
O que é? 

São alimentos especialmente formulados e elaborados para conter a quantidade de calorias, proteínas, gorduras saudáveis, carboidratos, vitaminas e minerais que permita substituir, com segurança, até 2 das 3 principais refeições diárias.
Esse tipo de alimento vem sendo, cada vez mais, consumido e recomendado por especialistas no mundo todo.
Por que consumir?
 
Uma porção possui:
Apenas 210 calorias em média;
23 vitaminas e minerais;
18g de Proteína de Alto Valor Biológico (proteínas ideais para o bom funcionamento do organismo);
23% mais proteína que a média do mercado*;
Cada porção contém mais de 1/3 das necessidades diárias de cálcio quando preparada com 250 ml de leite semidesnatado.
Para quem é indicado?
Os produtos Herbalife são formulados para consumo por adultos saudáveis.
Outros grupos populacionais como lactentes, mães que amamentam, crianças, adolescentes, gestantes e idosos, devem consultar um médico ou nutricionista antes de consumir o produto.
Estas pessoas têm necessidades específicas de nutrientes. Apenas os profissionais da saúde são capazes de traçar uma dieta adequada às suas necessidades.
Sugestão de uso




Reduzir peso:
Substituir diariamente 2 das 3 refeições principais.
Manter peso:
Substituir diariamente 1 das 3 refeições principais.
Aumentar seu peso:
Acrescentar 2 Shakes em sua alimentação.